seja bem vinda, seja bem vindo

O mundo que ajudarmos a construir, sabendo disso ou não, é aquele em que viveremos. O mundo não será diferente das atitudes que tomamos.

É muito conhecida a frase de Gandhi: “Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo”. Mas nem sempre as pessoas pensam que não ser essa mudança é ser um pouco daquilo que não gostamos de ver no mundo.

“Imagino na entrada das universidades um monumento aos alunos sem nome dos ciclos básicos. Seguramente acompanhado do monumento aos professores sem nome. Estas são pessoas muito importantes, às quais não se dá importância alguma, senão quase que só numérica, no país. Esse monumento tem muita razão de ser, e é invisível, como os humanos aos quais é dedicado. É construído com ideias e afetos, com ações e experimentações. Tem uma espacialidade que se estende como uma respiração através de todos os meandros da instituição, reanimando as pessoas que estão sedentas de ar puro. Não com matéria, nem certificados, nem com registros. É criado animado por um espírito livre, como um sopro quase imperceptível, como passa imperceptível a multidão à qual se refere (dezenas de milhões!). Este monumento sem nome, deve nos lembrar uma espiral em busca da sua verdade com e diante dos outros, solidária: aprendizado.”
Euler Sandeville Jr. Paisagens Partilhadas. São Paulo: Tese de Livre  Docência, FAU USP, 2011.

Desenho de Euler Sandeville Jr., 2007, flor na praia

Ilustração de Willian Steig para o livro “Escute, Zé Ninguém” de Reich, 2007